Compositor: Ysy A
Batem na porta, chovem propostas
E ela não consegue negar que fica tentada, ah
Às vezes, nem tudo tem resposta
E ela tenta encontrar a resposta, ah
O chão e a parede tremem
Se ela toca, ele fica à mercê, digo: Ah
Eu peço pra ela parar, mas ela não sabe
Ela bebe fogo pra matar a sede
Como queima o café berlinense-nense-nense-nense
Eu caio de novo, sempre como se fosse a primeira vez
Como queima o café berlinense-nense-nense-nense
Noites longas que se encurtam diante de tanta pressa (YSY, YSY)
A gente manda ver agora e manda ver depois
Não sei se espero pela próxima vez
Com essa ansiedade que eu carrego, parece que faz tempo que corro ao contrário
Se você quer rápido, não acelera
Vai com calma, que não adianta forçar
Tanta cafeína que não tem almoço, mas tudo bem, porque hoje eu não treinei
Quebrei a balança quando me pesei
Que nem o Evlay, cheio de terabytes no computador, ê
Parece quando eu comecei, que dizia: Já era, mano, eu já sei como é
E agora eu me olho e já vão mais de dez, dez, dez, dez (dez, dez)
Se a gente toma dois, vamos tomar três
Se for no psiquiatra, não passa no teste
Como queima o café berlinense-nense-nense-nense
Eu caio de novo, sempre como se fosse a primeira vez
Como queima o café berlinense-nense-nense-nense (como queima o café berlinense)
Noites longas que se encurtam diante de tanta pressa
Eu caio de novo, sempre como se fosse a primeira vez
Noites longas que se encurtam diante de tanta pressa
Na segunda ou terça, o que a gente pode fazer?
Não sei, cara, vamos no Club der Visionaere, já fomos ontem
Do avião pro estúdio, mal cheguei e já gravei outra bomba, nem deu tempo de pousar
Me dizem onde, que eu passo pra buscar ela em Kreuzberg
Com tanta ressaca, jogando chucrute num beck que ficou enorme
Ela quer schnitzel, que me chupe igual ao Götze
Andando de skate por aí, porque aqui em Berlim ninguém me conhece
Por favor, que não barrem a gente, essa fila cansou mais que uma corrida
A música tocando com o logo da Mercedes, algumas garrafas de Fritz-kola e as cervejas no talo
Ruivinha, eu adoro o seu jeito de andar, pergunto e não entendo nem o nome dela
Tô fumando uma maconha de Portland, tomando um café antes do after acabar
Seguimos onde? Eu digo: Ah
Eu peço pra ela parar, mas ela não sabe
Ela bebe fogo pra matar a sede
Como queima o café berlinense-nense-nense-nense
Eu caio de novo, sempre como se fosse a primeira vez
Como queima o café berlinense-nense-nense-nense-nense
Noites longas que se encurtam diante de tanta pressa