Compositor: Ysy A
Uh, uh, uh
Uh, uh
Em dias de chuva, a gente coloca cor
Espantamos o frio, fazemos o calor circular
Poucos temperos e muito sabor
A carne que eu trouxe não é pra comer de garfo
A noite congela e a gente ferve tudo
Misturas de ervas que viram vapor
Eu começo de dia e termino de dia
A Lua tem ciúme do Sol
Uh-uh, outra nuvem no meu pulmão, outra segunda num avião
Aquilo que comecei num trem sempre foi minha profissão, nunca segui um padrão
Conheço bem a escada, subi degrau por degrau, nunca tive elevador
As pessoas sempre foram o motor, ok
Ouvi dizer que não dava (sim, sim, sim), chegamos até aqui e não conseguem entender, eu sei
Alguns morrem de fome, e eu, tão farto, não consigo matar a sede
Troco de idioma, de casa, de mapa, de endereço e também de documentos
Venho do Rio da Prata, não é barato fazer meus sonhos voarem
Ê, tentando matar a febre
Que o céu não se parta pra gente, na noite em que chove lá fora
Ê, a fome que, às vezes, morde
E te faz duvidar se a sorte vai te salvar
Ê-ê, tentando matar a febre
Que o céu não se parta pra gente, na noite em que chove lá fora
Ê-ê, e a fome que, às vezes, morde
E te faz duvidar se a sorte vai te salvar
Uh, uh, eu não sei o que pode nos salvar
Se é Deus ou os balcões de um bar
Eu penso em rimas e nem consigo falar
E ela quer me ensinar alemão
Tô com o Guido e as meninas do Uzbequistão
Parti pra Berlim, me mudei com o Evlay
E o nosso lance é criar emoção, músicas, foda-se o seu hype, uh, uh
Vou pisando em lugares que nunca imaginei pisar na vida (imaginei pisar)
Ah, não, mas, na minha cidade, eu já não posso nem andar até a loja
Ha, ha, compro coisa que nem preciso, só por precaução, pego dois
Uh, uh, desculpa se você ligou bem na hora em que eu tava offline
Vou em modo avião, desliguei o Wi-Fi, estamos indo, estamos em voo
Do estúdio, direto pro estádio, da Alemanha eu vou direto pro Uruguai
Nunca pensei que dava pra fazer milhões só com algumas rimas improvisadas
Nunca pensei que valia tanto o que existe dentro da minha alma
Ê, tentando matar a febre
Que o céu não se parta pra gente, na noite em que chove lá fora
Ê, a fome que, às vezes, morde
E te faz duvidar se a sorte vai te salvar (YSY)
Ê-ê, tentando matar a febre
Que o céu não se parta pra gente, na noite em que chove lá fora
Ê-ê, e a fome que, às vezes, morde
E te faz duvidar se a sorte vai te salvar
Ê-ê, tentando matar a febre
Que o céu não se parta pra gente, na noite em que chove lá fora
Ê-ê, e a fome que, às vezes, morde
E te faz duvidar se a sorte vai te salvar (YSY, Evlay)